Rafael

Ensaios, entrevistas, reportagens, reflexões, de hoje, e do passado presente, sobre cultura, música, artes, ideias, sociedade e política. Porque isto anda tudo ligado.

Sereias: se não desconfortar, algo já morreu
Vítor Belanciano Vítor Belanciano

Sereias: se não desconfortar, algo já morreu

Há quatro anos, num álbum homónimo, já dançavam num campo minado onde cada acorde, cada palavra, nos podia rebentar na cara. Agora regressam mais sequiosos com “A Odisseia de Carlos Bizarro”. Um objeto sonoro que parece prestes a ruir – e é aí que reside a sua força brutal. Sereias.

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Kim Gordon, play me
Vítor Belanciano Vítor Belanciano

Kim Gordon, play me

Saber ler a realidade cultural do momento, não para a reproduzir como um espelho, mas dialogar com ela, propondo pequenas torções. Tem sido esse o segredo de sempre de Kim Gordon. Volta a sê-lo no novo álbum, “Play Me”.

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A pornográfica coreografia do poder global
Vítor Belanciano Vítor Belanciano

A pornográfica coreografia do poder global

Leio a enxurrada de noticias sobre os Ficheiros Epstein e só me vem à cabeça outro escândalo global – os Panama Papers – já esquecido. O que mais impressiona é a dança pornográfica de poder, favores, tráfico, dinheiro, controlo, sexo. E tudo isto sempre numa teia ambígua.

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Bad Bunny? Não conheço.
Vítor Belanciano Vítor Belanciano

Bad Bunny? Não conheço.

Há uma dimensão interessante na maior parte das análises sobre o efeito Bad Bunny, que é o de se assumir que nunca se tinha ouvido falar dele.. Perante qualquer outro tema, dizer algo semelhante, implica prudência. Pudor, até. Aqui não. A ignorância é exibida com galhardia.

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Criolo, Amaro e Dino: Lusotopia
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Criolo, Amaro e Dino: Lusotopia

É um álbum de família. Mas não de sangue, ou mesmo de língua, ou de estética. É de escolha, afeto, amizade. Criolo, Amaro Freitas e Dino d’ Santiago.

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Fernando Mamede e as narrativas de saúde mental
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Fernando Mamede e as narrativas de saúde mental

Fernando Mamede (1951-2026), no atletismo, bateu recordes da Europa e do mundo nos anos 80, mas acabou por ficar mais conhecido por falhar em provas decisivas. Seria diferente hoje, quando a saúde mental tem outra presença no espaço público?

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Tempo de voltar aos misteriosos Croix Sainte
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Tempo de voltar aos misteriosos Croix Sainte

Os Croix Sainte, uma das bandas mais influentes e misteriosas do Portugal dos anos 80, vê agora o seu único disco lançado ser alvo de reedição em vinil. “The Life Of He”.

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Os dias em família de Jim Jarmusch
Vítor Belanciano Vítor Belanciano

Os dias em família de Jim Jarmusch

É difícil representar essa ideia agridoce de que viver é aprender a conviver com o que não se resolveu. No seu último filme, sobre laços familiares, Jim Jarmusch, consegue-o.

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O absurdo de existir segundo Dry Cleaning
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O absurdo de existir segundo Dry Cleaning

Os ingleses Dry Cleaning têm novo álbum, “Secret Love”, apostando no contraste entre uma ideia muito livre de pós-punk, e a forma introvertida com que desfiam observações sobre o quotidiano.

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Blackstar. Há dez anos saiu o último testemunho de David Bowie
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Blackstar. Há dez anos saiu o último testemunho de David Bowie

Há dez anos foi editado “Blackstar”, o último testemunho de Bowie. Estávamos a 8 de Janeiro de 1996, quando surpreendia o mundo pela última vez, lançando um álbum ousado e inquietante, com músicos de jazz a recriarem formas disformes com algum rock lá dentro. Nesse dia completou 69 anos de idade. Dois dias depois, morreu.

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O Que Ouvi, Vi e Li e Não Esqueci - 2025
Vítor Belanciano Vítor Belanciano

O Que Ouvi, Vi e Li e Não Esqueci - 2025

Alguns destes objetos, entre discos, exposições, filmes ou livros, estou em crer, ajudaram-me de alguma forma a entender-me melhor, e à realidade à volta, nos últimos meses. Já não é mau.

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My Bloody Valentine: “Um estúdio, árvores e passarada! O que podemos pedir mais?”
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My Bloody Valentine: “Um estúdio, árvores e passarada! O que podemos pedir mais?”

Nos últimos dias não se tem falado de outra coisa. Os My Bloody Valentine voltaram, de surpresa, aos palcos e as reações de arrebatamento têm-se sucedido. A sua influência tornou-se inequívoca nas últimas décadas. Há quatro anos, em entrevista, Kevin Shields, dizia que se encontrava mais motivado do que nunca. O tempo tem vindo a dar-lhe razão.

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