Ensaios, entrevistas, reportagens, reflexões, de hoje, e do passado presente, sobre cultura, música, artes, ideias, sociedade e política. Porque isto anda tudo ligado.
Walk&Talk: Recuperar a Potência de Palavras Gastas como ‘Empatia’
Empoderar, incluir, partilhar, participar, cuidar, empatizar e por aí fora. Palavras gentis, utilizadas em muitos campos na última década, mas tantas vezes esvaziadas de sentido. Não é isso que sucede na Bienal Walk&Talk.
Depois da Tempestade, a Abundância
O Walk&Talk dos Açores, agora é Bienal, com uma programação expandida, entre inaugurações, performances, concertos, conversas, rituais coletivos ou excursões, ativando diferentes dimensões do território. Está ainda mais ambicioso, sem perder o risco e a vitalidade.
Bryan Ferry: O Homem sem Medo de Desfrutar da Vida
Bryan Ferry faz 80 anos, este 26 de Setembro. Em 2007, tinha ele acabado de lançar um álbum de versões de canções de Bob Dylan intitulado “Dynalesque”, fui entrevistá-lo a Londres, e encontrei alguém que dizia que, finalmente, perdera o medo de desfrutar da vida, discorrendo sobre golfe, Brian Eno, Roxy Music, envelher, Dylan, arte, Albufeira, rap e hotéis.
O Festival que Mudava Todos os Anos é Agora Bienal
Começa esta quinta-feira, 25 de Setembro, a primeira Bienal Walk&Talk, em Ponta Delgada, Açores, sucedendo ao festival do mesmo nome, que se realizava desde 2011. Um evento de artes, interdisciplinar, desde sempre movido pela inquietação e a metamorfose contínua, sem nunca abdicar da qualidade e exigência. Nesta primeira Bienal o tema global é “Gestos de Abundância”.
Adeus MusicBox do Sodré! Olá Capitão do Beato!
Encerrou o MusicBox, espaço que ficará para sempre ligado à Lisboa boémia-cultural dos últimos vinte anos e à recriação da zona do Cais do Sodré como um dos pólos da cidade. Inaugura, esta sexta-feira, a Casa Capitão ao Beato.
As Praxes Incritas no dia-a-dia
A opinião pública em geral olha para elas como um momento de exceção à norma. Será? Aquilo que vemos nas praxes não será reprodução encenada da nossa vida coletiva e das relações sociais quotidianas?
Um País a Desmoronar-se e a Ópera Crioula de Dino e Adilson a não Deixar
Estreou esta sexta-feira, no Centro Cultural de Belém, em Lisboa, a ópera “Adilson”, desafio de John Romão a Dino d’ Santiago, no contexto da Boca Bienal. E a emoção aconteceu, com a história de Adilson Correia Duarte, amigo de Dino, há 41 anos a viver em Portugal e ainda sem ter conseguido alcançar a nacionalidade portuguesa.
Um Prazer Esquecido: Conversar
Quase nunca existe tempo para um diálogo estirado nesta época produtivista. Há muitas interações, mas a dispersão é a norma. Se é assim numa conversa privada, na esfera pública é pior.
30 Anos de ‘French Touch’
Foi por esta altura, há 30 anos, que a música popular de tendência eletrónica, feita em França, se transformou num fenómeno global, revelando nomes como os Daft Punk, Air, Motorbass, Cassius, St Germain, Alex Gopher, Etienne de Crécy, Dimitri From Paris, Sebastien Tellier, Justice e muitos outros. Foi a meio dos anos 90 que tudo começou.
Depois do Desastre, Falta o Debate: Lisboa, que Futuro?
O desastre do ascensor da Glória vai dominar o clima pré-eleições em Lisboa. São más notícias. Num momento decisivo para a cidade, o debate de propostas e ideias não deveria ser esquecido. É o futuro que está em causa.
Deitar e Acordar com Max Richter
A monumental obra “Sleep” de Max Richter, jornada musical de oito horas e meia, imaginada para se ouvir a dormir, ou no estado liminar entre o acordado e o adormecido, vai ser apresentada, numa experiência que assinala os 10 anos de feitura de uma obra que continua a provocar fascínio.
Para Onde Vamos? Vamos Juntos?
Não é apenas no território Tróia-Melides que tem de existir um despertar. Não é uma luta fácil, todos o sabemos, mas enquanto houver gente com vontade de mudar, vamos continuar. Vamos juntos?
Esplendor na Relva com Blood Orange
Um álbum em estado de graça: “Essex Oney” de Blood Orange.
Baby, o Álbum de Dijon, para Refrescar o Verão
Ainda não tinha saído nenhum daqueles álbuns que são capazes de refrescar o Verão com o balanço certo. “Baby” de Dijon pode ser um desses discos.
O que Poderia ser um Partido de Esquerda para o Futuro?
A direita brutalista ganha terreno por todo o lado. A esquerda tem reagido, tentando preservar o que é posto em causa, mas não tem sido capaz de enunciar novos horizontes. Mas existem alguns sinais encorajadores de possibilidade de inversão da tendência.
A Transmissão do Saber Tecno no Neopop
O tecno sempre habitou na tensão entre ser resistência ou evasão. Hoje essas realidades estão integradas, até onde é possível, graças a Jeff Mills, Richie Hawtin ou Sven Väth, todos presentes no festival Neopop de Viana do Castelo.
Há Muitas Formas de Privatizar o que é Público como as Praias
De repente criou-se a ideia de que o grande problema no eixo Tróia-Melides seriam os acessos à praia. Mas esse é apenas um dos elementos de uma questão maior: que modelo de desenvolvimento para a zona?
Ritmo. Quotidiano. Tecno.
O ritmo regula os nossos dias. Mapeia o nosso mundo interno e externo. No festival Neopop de Viana do Castelo.
Sirât: Dançar até ao Fim
Eis então uma obra onde paisagens, música, climas, morte e luto são indissociáveis como raramente acontece.
A chegada do Brutalismo a Portugal
Nenhuma singularidade neste governo. Está a seguir o figurino de outros contextos mundo fora, alguns deles, incentivados pelo fator Trump dos últimos meses.